Entrevistas

Endrah: “acabamos de marcar uma turnê nos EUA em janeiro”

Por André BG | Em 05/09/2018 - 00:09
Fonte: Alquimia Rock Club

Foto: Denis Ono

 

A forte ligação com MMA, nova formação, álbum novo e turnê nos EUA em janeiro, estão entre as novidades do Endrah abordadas na entrevista exclusiva concedida para o Alquimia Rock Club através dos integrantes Cesar Covero (guitarra) Adriano Vilela (baixo) e Henrique Pucci (bateria)

 

Alquimia Rock Club: Primeiramente, gostaríamos de agradecer por concederem essa entrevista para o Alquimia Rock Club. Vamos começar falando um pouco sobre o começo do Endrah, para quem ainda não conhece muito bem a banda. Vocês começaram lá em 2002 com o Billy Graziadei (Biohazard) certo? Como foi esse início?

 

Covero: Nós que agradecemos o espaço para divulgar nosso trabalho. Bom na verdade o Endrah começou comigo (Covero), TJ e o Fernando. A gente compôs o Demonstration e o Fernando mandou pro Billy pra ele masterizar, aí o Billy pirou no som e quis entrar na banda hehehe. Ele veio pro Brasil fizemos alguns shows e posteriormente gravamos o Endrah homônimo. Foi bem louco essa passagem do Billy na banda já que eu curto muito Biohazard e tocar junto com o Billy e dar até umas aulas e guitarra pra ele foi animal. Até tenho o cd Urban Discipline do Biohazard autografado por ele agradecendo as aulas de guitarra.

 

Alquimia Rock Club: A banda carrega consigo uma temática ligada ao MMA, inclusive usando o slogan “Extreme Fight Metal”, como é essa ligação da banda com o esporte e como isso surgiu?


Adriano: A banda desde sua primeira formação, sempre teve a luta no sangue. Hoje, o Covero (guitarra) é faixa preta de jiu-jitsu, Eu sou grau preto de Muay-Thai, o Relentless (vocal) é faixa azul de jiu-jitsu. Então tudo foi meio que natural. Hoje temos um projeto no interior de São Paulo que visa dar oportunidade a atletas de outros estados que não tem condições de treinar adequadamente em sua cidade natal e trazemos pra cidade de Bauru-sp Fechamos parceria com uma grande equipe de MMA e o trabalho esta acontecendo. Hoje temos apoio de nutricionista, preparador físico, fisioterapeuta, suplementação, supermercado e etc., todos engajados nessa causa de dar oportunidade pra esses jovens talentos se tornarem futuros campeões. Em troca os atletas entram no cage com nossa música, usam nosso logo nas camisetas, bermudas, banners e etc. Temos parceria com o maior evento de MMA São Paulo onde nosso logo "extreme fight metal" vai na lona do octógono e nossos atletas #teamendrah podem lutar. Vamos lançar uma linha de merch com luvas, bermudas de MMA, protetor bucal, camisetas e moletons da nossa linha fight wear. Extreme fight metal se tornou uma marca estamos colhendo bons frutos com isso. Recentemente tocamos em dois grandes eventos de MMA e a galera pirou! hehehe

 

Alquimia Rock Club: Desde o inicio vocês passaram por algumas mudanças na formação, sendo as mais recentes a entrada do baixista Adriano Vilela (Ex-Trator BR) e do baterista Henrique Pucci (ex- Project46), como foi esse processo de mudança e o que motivou vocês a optarem por Adriano Vilela e Henrique Pucci?

 

Covero: O Adriano Kardec entrou antes e trouxe um refinamento técnico nas cordas do Endrah, com timbre do seu baixo fretless e sua dedicação ele ajudou a levar a banda num patamar mais técnico e agressivo tanto é que logo na sua entrada lançamos o single “Cadáver Na Barragem” que é um dos sons mais técnicos e brutais da banda. Já é Henrique eu o conheço desde a época que ele tocava no Paura, calhou do nosso antigo baterista não conseguir acompanhar a banda e pedir seu desligamento com a saída do Henrique do Project. Conversando eu e o Adriano chegamos num nome em comum para assumir as baquetas do Endrah e esse nome era o Henrique Pucci. Fizemos o convites e ele aceitou o desafio, com ele veio uma pegada agressiva com blasts precisos e um groove diferenciado que é exatamente a mistura do som do Endrah mas além disso ele trouxe um profissionalismo tanto na parte musical quanto na parte administrativa da banda que está muito mais organizada e evoluindo casa dia que passa.

 

Alquimia Rock Club: Ainda sobre as mudanças na formação, o que os novos membros têm trazido de diferente no que diz respeito ao som da banda? O público irá notar uma diferença muito drástica com essas mudanças?

 

Henrique: Com certeza o público irá notar uma diferença no som da banda, pois cada um tem total liberdade de colocar sua identidade musical nas composições mas acredito que não uma mudança drástica pois todos curtem som pesado e técnico e acaba fluindo naturalmente músicas agressivas, técnicas, groovadas e rápidas.

 

Alquimia Rock Club: Como é lidar com essa distancia do vocalista Ryan Relentless que mora nos EUA? Como ele faz para se encaixar na agenda dos demais que moram no Brasil?

 

Covero: Hoje em dia com a internet ficou muito mais fácil e essa facilidade na comunicação deixa a banda bastante unida mesmo tendo um integrante morando nos USA. Os ensaios acontecem semanalmente na parte instrumental e isso facilita bastante nosso entrosamento. E também somos todos profissionais, todos praticam em suas casas e quando a gente se junta já sai tocando como se tivesse ensaiado todo mundo junto mesmo algum som que a gente nunca tenha tocado juntos.

 

Alquimia Rock Club: Ainda sobre esse lance de agenda, nos últimos anos o Endrah esteve fazendo shows esporádicos, basicamente muito por conta dependência da vinda do vocalista ao Brasil ou do restante da banda para os EUA e também por conta da agenda do Cesar Covero com o Voodoopriest que agora está um pouco parado após a saída do vocalista Vitor Rodrigues, esse último fator pode significar um Endrah mais em atividade que nos últimos anos com relação a turnês e lançamentos?

 

Covero: Na verdade a proposta do Endrah sempre foi manter o vocal americano pra poder aproveitar essa ponte com os USA. Todos no Endrah tem outras bandas e trabalhamos com uma agenda comunitária e organizamos as datas de todos para que não haja conflito. Sobre o Voodoopriest, com e saída do antigo vocalista e o Bruno Pompeu assumindo os vocais, o Voodoopriest vai voltar com play novo a todo vapor, mas isso não atrapalha em nada os planos do Endrah.

 

Alquimia Rock Club: Vocês que estão sempre nessa ponte entre EUA e Brasil, na opinião de vocês, qual a maior diferença entre a cena americana e a do Brasil e qual a maior dificuldade para uma banda daqui sobreviver?

 

Henrique: Dinheiro, mas não dinheiro somente do fã que vai ao show, mas de todos que de que alguma forma de beneficiem disso, e dinheiro que é voltando para esse fim que acaba não chegando, assim como o dinheiro para educação, e quanto menos educação, menos discernimento, inclusive musical, assim como um povo mal informado aceita qualquer candidato que invista no marketing da campanha, assim como não existe propaganda de banana, fica difícil concorrer com sneakears, portanto com certeza, não é qualidade apenas que falta. E como os indivíduos de bandas precisam trabalhar, mais do que o suposto, sobra pouco tempo para dedicar em uma banda.

 

Alquimia Rock Club: O último álbum de estúdio The Culling foi lançado em 2012, depois disso a banda lançou o single Cadáver na Barragem em 2014 pela coletânea digital de bandas Disritmia Vol. 2, e o EP Shoot, Shovel, Shut Up em 2016, vocês já tem material pronto para lançar um álbum completo? Se sim, o que o público pode esperar?

 

Henrique: Estamos começando a compor o material novo agora, e com certeza será um “material novo”. Muitas ideias borbulhando, e muitas coisas para fazer, acabamos de marcar uma turnê nos EUA em janeiro, que estou abrindo aqui de primeira mão, aproveitaremos a época da Namm e o fato do Ryan poder agilizar muita coisa lá. Lançaremos um álbum completo ainda esse ano. O processo de composição é bem funcional e prazeroso com todos da banda. O público pode esperar algo mais direto, porém bem trabalhado, cada vez mais pesado, com mais partes malucas, e alguns refrãos, Hehe.

 

Alquimia Rock Club: Quais os planos para o futuro próximo da banda?  

 

Henrique: Lançar o próximo álbum até dezembro, uma turnê pelos EUA em janeiro, e possivelmente uma na Europa até o fim de 2019, e uma série de vídeos, foi muito positivo a participação do Endrah no Show Livre.

 

Covero: Com essa nova formação e a facilidade de trabalhar com esses caras vocês podem esperar muita coisa boa pela frente, com o Henrique disse lançar cd novo, lançar também uma linha de merchandising legal e quando nos juntarmos pra fazer turnê,  tocar e se divertir no palco que é esse o espírito da banda fazer tudo com a alma e colocar o melhor de nós.

 

Alquimia Rock Club: Mais uma vez, agradecemos por concederem essa entrevista para o Alquimia Rock Club, o espaço é todo de vocês para darem um recado final ao público.

 

Henrique: Logo estaremos vindo com um soco no peito pra vocês, muito afim de mostrar esses novos sons pra vocês se matarem no Mosh Pit, queremos ter a honra de merecer uma presença respeitável no cenário brasileiro e mundial da música pesada.

 

Covero: Gostaria de agradecer novamente o espaço e a dedicação que vocês tem com a cena nacional, parabenizar vocês pelo ótimo trabalho que tem feito. Eu sempre encontro o André BG nos shows e sempre trocamos ideias sobre a cena atual e avisar que você podem esperar muita agressividade no nosso som e muita porrada no palco ou com a galera que representa a gente no octógono e lembrando sempre que a desgraça não para!!!! Valeu galera e nos vemos na estrada, oss.

 

 

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André BG

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