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Sabaton: “Seríamos mortos se não tocássemos ‘Smoking Snakes’ no Brasil!”

Por Vagner Mastropaulo | Em 01/03/2022 - 19:34
Fonte: Alquimia Rock Club

 

Foto: Tim Tronckoe (@timtronckoe)

 

Agradecimentos a: Marcos Franke (Nuclear Blast Records) e Karina Somacal (Shinigami Records)

 

A convite de Marcos Franke, integramos outra coletiva de imprensa organizada pela Nuclear Blast Records e Shinigami Records, em 23/02, uma quarta-feira, começando pontualmente às 15:30 e durando quase oitenta minutos num saboroso bate-papo com Joakim Brodén, vocalista do Sabaton, que genuinamente se divertiu com a interação à distância. O carro-chefe da reunião online? O décimo trabalho dos caras, The War To End All Wars, previsto para 04/03, entre vários temas.

 

As traduções das indagações em inglês e espanhol ficaram respectivamente a cargo do anfitrião Marcão e de Samuel Acevedo e, respeitando os colegas, eis seus nomes e veículos, na ordem do par de questões: Bruno Rocha (Confere Só); Clovis Roman (Acesso Music); Geraldo “Gegê” Andrade (Revista Freak); Jose Carlos Queiroz Junior (Papo Metal Podcast); Guilherme Costa (Crash TV); Gustavo Maiato (Whiplash / Guitar Player); Pamela Calderón – (iRock – Chile); Felipe Panda (Rock Legacy – Chile); Larissa Oliveira (Wikimetal); Gustavo “ElYusty” Alegre  (Território Rock – Argentina); Rocío Belén (Resistance Webzine – Chile); Johonny Gonzalez (Conexión Rock Radio – Honduras); Guzz González (Rock&Rollin – México); Marcelo Vieira (Rock Brigade); Jorge Polito (El Lado Oscuro – Uruguai); e Julio Aguilar (Trascendencia.Rocks – Venezuela).

 

Devido a problemas de conexão, por pouco este escriba não perdeu a oportunidade de participar, conseguindo “entrar na sala” em cima da hora e, portanto, foi o penúltimo a poder fazer suas duas perguntinhas ao sueco, torcendo para ninguém abordar os assuntos antes, o que não ocorreu. Aí vão elas:

 

Vagner Mastropaulo: O show mais recente do Sabaton em São Paulo foi no Dream Fest na Arena Anhembi em 07/12/19, trazendo o Dream Theater de headliner. Durante a apresentação, você brincou dizendo que seus parceiros de banda te pediram para ser sucinto, pois você tende a falar em excesso [risos]. Isso aconteceu de verdade? E se você é o cara comunicativo, como você descreveria sua personalidade e as dos demais membros?

 

Joakim Brodén: Bem, é verdade! E é por isso que estamos com pouco tempo agora novamente! [gargalhando] Às vezes é bom e às vezes é ruim, sabe? Pessoalmente, bem, minha personalidade no palco é um pouco como uma caricatura, uma versão explosiva do que realmente sou. Digo, como você pode ver agora, não é uma diferença enorme – talvez eu não esteja batendo no meu joelho enquanto faço a entrevista... Pär [Sundström, baixista] é um cara mais silencioso, de humor inexpressivo, ele será o cara que você acha que é “chato”, sabe? Porque ele faz muitas coisas voltadas aos negócios e muito dessa responsabilidade pesa sobre ele, mas ele é, na verdade, bem mais divertido do que algumas pessoas acreditam. Tommy [Johansson, guitarrista] ama a câmera [risos]! Mas ele é insanamente talentoso e foca em tocar. Ele é realmente um cara feliz, sabe? Às vezes, tê-lo em volta é meio como: você fica feliz porque ele está tão feliz! Chris [Rörland, guitarrista] é meio parecido comigo em muitas formas, acho: bastante sério quando tem a ver com os trabalhos de arte e a música, sabe? Ele pode ser o que as pessoas consideram um cara calmo e ele é um cara calmo e legal, mas quando é algo referente à arte da capa do álbum ou à gravação das guitarras, ele se entra no “modo completamente louco”: “Não! Não está bom o suficiente! Vamos fazer de novo!”, sabe? [risos] Hannes [Van Dahl, baterista], acho que é a pessoa mais normal. Ele é o mais socialmente competente na banda, consegue ter uma conversa com quase todo mundo a qualquer momento sem que isso seja estranho.

 

VM: No festival, por não fecharem a noite, vocês tocaram menos músicas, no caso doze [https://www.setlist.fm/setlist/sabaton/2019/arena-anhembi-sao-paulo-brazil-139a6949.html]. Há shows longos e curtos, este é o décimo full length e gostaria de saber: o quão fácil ou difícil é montar o setlist atualmente; e quais são os critérios das escolhas.

 

JB: Puta que pariu, nem me lembro disso, cara [risos]! É horrível! Horrível!! [nota: coçando a cabeça] Os critérios são... Primeiro, quando fazemos o álbum, essas músicas são boas o suficiente para os fãs ficarem felizes se tocarmos pelo menos metade do álbum? Então a primeira seleção não é feita para o show ao vivo, isso é antes mesmo de decidirmos gravar o álbum: quais músicas estarão nele? Então, depois disso, é um pouco de uma mistura porque temos músicas diferentes e populares em países diferentes, sabe? Seríamos mortos se não tocássemos “White Death” na Finlândia ou “Smoking Snakes” no Brasil! Enquanto que, se não tocássemos “White Death” no Brasil, ninguém realmente sentiria sua falta. E se não tocássemos “Smoking Snakes” na Finlândia, poucos sentiriam sua falta. Então músicas diferentes têm importâncias diferentes dependendo de onde as tocamos.

 

Temos sorte nos dias de hoje, pois uma das vantagens dos serviços de streamings... Muitos artistas os odeiam e tudo bem se o fazem, não estou detonando ninguém porque, sejamos sinceros, eles não estão pagando nada bem, mas o que esses serviços fazem, de fato, se você os utiliza, é te dar um monte de dados úteis! Porque uma métrica seria as pessoas que encontramos nos shows, mas isso vai ser apenas uma amostra muito pequena da platéia. E ao usar os dados do Spotify, Apple Music, Amazon Music, ou seja lá qual for o serviço de streaming, conseguimos, de fato, descobrir o que as pessoas estão escutando e curtindo num país específico. Então, até certo ponto hoje em dia, os critérios são: um pouco de foco no álbum novo; alguns dados basicamente vindo dos fãs e dos serviços de streaming; e, por último, instinto. Algo como: “Queremos tocar essa música! Ou podemos tocar aquela outra porque ela surpreenderá todos os fãs hardcore das antigas e isso será divertido também!”. Tem que ser uma mistura disso, sabe?

 

VM: Ok, muito obrigado! Foi muito bom te ver e voltem logo ao Brasil!

 

JB: Sim, mal posso esperar para voltar!

 

E assim Joakin se despediu de nós, dando uma bela golada numa cerveja! Tal qual o frontman, mal podemos esperar pela próxima coletiva!

 

Foto: Reprodução da gravação da entrevista online

 

 

 

 

The War To End All Wars – 45’21”:

 

01) Sarajevo – 4’37”

02) Stormtroopers – 3’56”

03) Dreadnought – 4’58”

04) The Unkillable Soldier – 4’11”

05) Soldier Of Heaven – 3’38”

06) Hellfighters – 3’26”

07) Race To The Sea – 3’47”

08) Lady Of The Dark – 3’03”

09) The Valley Of Death – 4’13”

10) Christmas Truce – 5’18”

11) Versailles – 4’14”

 

Assista ao vídeo de The Unkillable Soldier: https://youtu.be/b4vj_WB5w_k

 

 



Vagner Mastropaulo

Bacharel em inglês/português formado pela USP em 2003; pós-graduado em Jornalismo pela Cásper Líbero em 2013; professor de inglês desde 1997; eventualmente atua como tradutor, embora não seja seu forte. Fã de música desde 1989 e contando... começou a colaborar com o site comoas melhores coisas que acontecem na vida: sem planejamento algum! :)




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