Resenhas

Sepultura, Ego Kill Talent e Faces of Death - 11.11.2017 - Clube Atlético Juventus, São Paulo, SP

Por André BG | Em 13/11/2017 - 03:26
Fonte: Alquimia Rock Club

Fotos: Daniel Ferreira Rocha

 

Coroando um ano recheado de grandes apresentações pela América do Norte e Europa em divulgação de seu mais recente e bem sucedido álbum Machine Messiah lançado em janeiro desse ano, o Sepultura se apresentou pela quinta vez no ano na capital paulista no último sábado, dessa vez no Clube Atlético Juventus da Mooca, acompanhado do Ego Kill Talent, um dos destaques do Rock nacional da atualidade e com abertura da banda Faces of Death.

 

Sendo um espaço amplo e muito bem estruturado, o salão de festas do Clube Atlético Juventus da Mooca não costuma receber shows de Rock e Heavy Metal, mas na noite do último sábado as dependências do clube foram tomadas por uma legião de fãs de Heavy Metal que chegaram cedo e em um bom número a tempo de conferir a abertura da noite com a banda de Thrash Metal de Pindamonhangaba Faces of Death. Formada em 1990, a banda retomou as atividades recentemente após um longo hiato de 20 anos, sendo atualmente formada por Lawrence (vocal/guitarra), Sylvio (baixo) Talles Donola (guitarra) e Sidney Ramos (bateria), a banda subiu ao palco as 21h40min e contou com um som apenas razoável, fazendo uma apresentação de quase 40 minutos, mandando além de sons próprios, versões muito bem executadas de clássicos como “People Of The Lie” do Kreator, “Beber até Morrer” do Ratos de Porão e “Black Magic” do Slayer, animando e aquecendo o já bom público presente, que naquele momento não ocupava todo o espaço da casa (e nem ocuparia), mas que pode ser considerado muito bom se levado em consideração o tamanho amplo do local.

 

 

Set list: 

 

1- killer in The Name of God

2- Human race.

3- Illuminat

4- People Of The Lie (Kreator)

5- New age

6- Ano Dominni

7- 13 Lost Souls

8- Beber até Morrer (Ratos de Porão)

9- Consummatum Est.

10- Black Magic (Slayer)

 

 

 

 

 

  

 

Após um intervalo de quase uma hora era a vez do Ego Kill Talent subir ao palco para mostrar o motivo de ser considerada uma das melhores bandas do Rock nacional da atualidade. Formada por músicos já bem experientes e conhecidos do cenário nacional, sendo eles Jonathan Correa (vocal, Reação em Cadeia), Jean Dolabella (bateria e guitarra, ex-Udora e Sepultura), Raphael Miranda (bateria e baixo, Sayowa) e Theo Van Der Loo (guitarra e baixo, Sayowa) e Niper Boaventura (guitarra e baixo), a banda possui um estilo bem moderno e uma forma bem particular de se apresentar, com os músicos se revezando nos instrumentos entre uma música e outra, o que da uma dinâmica bem diferente para as apresentações. O quinteto contou com uma qualidade de som bem melhor e mandou temas presentes em seu álbum de estreia lançado esse ano como “Just To Call You Mine”, “Sublimated” e “We All”, atraindo logo de cara a atenção de todos os presentes com uma energia ainda maior do que a ouvida no álbum. A sequencia com a pesada “The Searcher”, boa parte do público do Sepultura que tinha visto Jean Dolabella apenas como baterista, teve a oportunidade de conferir uma excelente performance dele como guitarrista, tocando deitado ao chão do palco após se jogar (ou simplesmente cair de costas). O entrosamento da banda também chamou muito a atenção, apesar do fato de terem que trocar de instrumentos entre algumas músicas, os caras conseguem fazer isso com certa agilidade e sem deixar o clima do show cair. 

 

Cantando de forma muito similar ao que se pode ouvir no CD da banda, Jonathan Correa foi um destaque a parte com sua voz potente, se mostrando um ótimo vocalista. “Heroes, Kings And Gods”, “Still Here” e “My Own Deceiver” foram mais algumas que se destacaram antes do encerramento com “TRY (There Will Be Blood)”. Debaixo de muitos aplausos após mais uma ótima apresentação, o Ego Kill Talent mostrou mais uma vez que muito em breve poderá ser um dos grandes nomes do Rock brasileiro, podendo se considerar mais uma grande injustiça no Rock nacional caso isso não aconteça.

 

 

Set list: 

 

1-Just To Call You Mine

2- Sublimated

3- We All

4-The Searcher 

5- Old Love And Skulls 

6- Heroes, Kings And Gods

7- Still Here 

8- Last Ride

9- My Own Deceiver

10- TRY (There Will Be Blood)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cerca de 40 minutos foram o suficiente para o palco estar pronto para a maior banda do Metal nacional começar mais uma grande apresentação na capital paulista. Sem nenhuma grande novidade no set list com relação aos últimos shows na cidade, o que não foi nenhum problema, já que a banda formada por Paulo Jr. (baixo), Andreas Kisser (guitarras), Derrick Green (vocais) e Eloy Casagrande (bateria) sabe muito bem como fazer uma grande apresentação independente do set list a ser executado, o que faz dos shows dessa que é uma das maiores bandas de Heavy Metal de todos os tempos ser sempre algo muito empolgante.

 

Assim como em toda a turnê do aclamado álbum Machine Messiah, a apresentação começou com as porradas “I Am The Enemy” e “Phantom Self”, que definitivamente já caíram no gosto do público e funcionam muito bem ao vivo, seguida de “Kairos” que já é um clássico e presença garantida no repertório dos shows com seu refrão marcante. “Desperate Cry” foi a primeira clássica das antigas a ser executada na noite, obviamente fazendo a alegria dos fãs mais antigos, o mesmo podendo ser dito da não menos clássica “Inner Self”. Mas a primeira parte do show foi mesmo dedicada a fase mais recente da banda, com músicas do novo álbum como a faixa titulo “Machine Messiah”, “Sworn Oath” e a instrumental “Iceberg Dances”, nessa última ocorreu uma falha no som bem no momento em que Andreas Kisser iria fazer o solo de violão no meio da canção, o que acabou não acontecendo, com a música sendo retomada sem o solo, mas nada que possa ter sido considerado um desastre, já que a banda contornou muito bem a situação, como se poderia esperar em se tratando de músicos tão experientes e bem entrosados, aliás,  o entrosamento e a performance da banda é algo que sempre surpreende, estando desde o começo do ano em turnê, os músicos parecem simplesmente brincar no palco de tão tranquilos, mesmo executando músicas mais complexas como a última citada. E mais uma vez foi interessante notar que na execução das músicas do álbum Machine Messiah que possuem instrumentos adicionais de orquestras foram obviamente executadas por samplers, mas soaram bem naturais graças a sincronia e entrosamento perfeito da banda no palco.

 

“Choke” deu um clima mais Hardcore para a apresentação, seguida de “Dialog”, que no meu ponto de vista poderia muito bem ser substituída por “The Vatican” ou “Convicted in Life”. Já a dobradinha “Biotech Is Godzilla/Policia” foi responsável por um dos momento mais insanos do show com uma grande roda na pista, clima intenso mantido com a trinca de clássicos “Territory”, “Refuse/Resist” e “Arise”. As luzes se apagaram, mas a banda nem fez questão de deixar o palco para o tradicional bis, mandando sem cerimonias a trinca final com “Sepultura Under My Skin”, música feita homenagem aos fãs que possuem tatuagens da banda, seguida de “Ratamahatta” com Derrick Green mandando ver na percussão e o desfecho final em grande estilo como sempre com “Roots Bloody Roots”.

 

Falar do Sepultura ao vivo é chover no molhado, a banda como sempre deu uma aula de como se fazer uma grande apresentação e continua sendo uma referência em seu estilo.

 

 

Set list: 

 

(Intro)

1- I Am The Enemy

2- Phantom Self

3- Kairos

4- Desperate Cry

5- Machine Messiah 

6- Inner Self 

7- Sworn Oath

8- Iceberg Dances

9- Choke

10- Dialog

11- Resistant Parasites

12- Biotech Is Godzilla/Policia

13- Territory

14- Refuse/Resist

15- Arise

16- Sepultura Under My Skin

17- Ratamahatta

18- Roots Bloody Roots

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


André BG

Apenas um cara que curte futebol, mulher e Rock 'n' Roll, bebe cerveja e torce para o Palmeiras!

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