Resenhas

Setembro Negro Festival - 06.09.2019 - Carioca Club, São Paulo, SP

Por André BG | Em 12/09/2019 - 03:03
Fonte: Alquimia Rock Club

Fotos: André Alves BG

 

O tradicional festival de Metal Extremo Setembro Negro Festival chegou a sua 13ª edição em 2019, tendo como novidade esse ano o acréscimo de mais uma data, contando agora com 3 dias de festival. O evento realizado nos dias 6, 7 e 8 de setembro (sexta-feira, sábado e domingo) no Carioca Club reuniu grandes nomes do Metal Extremo nacional e internacional, e o Alquimia Rock Club esteve presente no primeiro dia do festival que contou com as bandas Exodus, At War, Legion Of The Damned, Gorgasm, Grave Desecrator e Shaytan.

Pontualmente as 19 horas e com um público ainda pequeno e um pouco tímido, os paulistas do Shaytan foram os responsáveis pela abertura da noite. O quarteto oriundo da cidade de Mogi das Cruzes formada em 2015 por Daniel Blasphemoon (vocal, ex-Nervochaos), Claudius (guitarra/backing vocal), Alan N. (baixo) e Getúlio Bonelli Filho (bateria) fez uma apresentação consistente com seu Black Metal rápido e pesado, tendo pouco mais de meia hora para dar seu recado a banda deixou o palco aplaudida pelo público presente.


Setlist:

1- Intro
2- Night of Sacrifice
3- Lords Of Hell
4- Ishtar
5- Naturom Demonto
6- Mysterium Baphometis Revelatum
7- Funeral Soul
8- Dark Mistress Of Death
 

 

 

 

 

 

 

 



Menos de vinte minutos foram necessários para o palco estar pronto e bem decorado (embora muito escuro) com dois caixões ocupados por esqueletos para a atração seguinte entrar em cena. Os cariocas do Grave Desecrator contaram com um público já um pouco melhor para executar seu Satanic Black/Death Metal, com seus mais de vinte anos de carreira, a banda atualmente formada por Butcherazor "The Black Death" (vocal/guitarra), Black Sin & Damnation (guitarra), Sub Umbra (baixo) e M. Kult (bateria) apresentou um repertório calcado em seus 3 álbuns lançados, Sign Of Doom (2008), Insult (2010) e Dust to Lust (2016), agradando o público que agitou, principalmente nas duas últimas músicas do setlist.       


Setlist:

1- Intro
2- Sign Of Doom
3- Revelations (Of the Beast)
4- Gods Of Death
5- Temple Of Abominations
6- Funeral Mist
7- A Witching Whore
8- Serpent Seedline
9- Insult
 

 

 

 

 

 

 

 



Fazendo sua estreia em palcos brasileiros, os americanos do Gorgasm fizeram uma apresentação digna das expectativas, o quarteto formado em 1994 e atualmente contando em sua formação com Damian “Tom” Leski (guitarra/vocal), Anthony Voight (baixo/vocal), Sasha Chrosciewicz (guitarra/vocal) e Matt Kilner (bateria) agitou o público com seu Brutal Death Metal, valendo destacar o entrosamento do trio a frente do palco, além de muito comunicativos, se revezaram de forma muito interessante nos vocais e backing vocais.


Setlist:

1- Dirty Cunt Beatdown
2- Starved for Perversion     
3- Lesbian Stool Orgy
4- Anal Skewer
5- Stabwound Intercourse 
6- Bleeding Profusely
7- Corpsefiend
8- Mouthful of Menstruation
9- Seminal Embalmet
10- Infected With Lunacy
11- Disembodied    
12- Deadfuck
 

 

 

 

 

 

 


 


Um dos destaques do Metal Extremo mundial dos últimos anos, os holandeses do Legion Of The Damned retornaram ao país para esse show exclusivo no Setembro Negro Festival. A banda formada em 1992 como Occult e desde 2005 com o nome atual era uma das atrações mais esperadas da noite. O quinteto formado por Maurice Swinkels (vocal), Erik Fleuren (bateria), Harold Gielen (baixo), Twan van Geel (guitarra) e Fabian Verwije (guitarra) atendeu muito bem as expectativas do público com seu Death/Thrash Metal visceral, mandando um setlist calcado em seu mais recente álbum Slaves of the Shadow Realm lançado esse ano, mesclado a outras pedradas de outros álbuns que agradaram em cheio o público presente.  


Setlist: 

1- Warhounds of Hades    
2- Son of the Jackal
3- Palace of Sin
4- Bleed For Me
5- Slaves of the Southern Cross
6- The Widow’s Breed
7- Pray And Suffer
8- Doom Priest
9- Dark Coronation
10- Legion Of The Damned
 

 

 

 

 

 

 

 

Já passavam das 23 horas e com alguns perdoáveis minutos de atraso era vez dos veteranos do At War fazer a alegria do público mais velho, ou simplesmente dos amantes do Thrash/Speed Metal old school do trio americano formado por Paul Arnold (baixo/vocal), Shawn Helsel (guitarra) e Brian Williams (bateria). No repertório, obviamente foram os clássicos dos dois primeiros álbuns Ordered to Kill (1986) e Retaliatory Strike (1988) que ditaram o ritmo da apresentação e deram um clima de total nostálgica ao show, algo de certa forma até um pouco previsível, mas o suficiente para agradar o público. 


Setlist:

1- Intro (F.Y.I.)
2- Conscientious Objector
3- Ordered to Kill
4- Semper Fi
5- Ilsa (She-Wolf of the S.S.)
6- Dawn of Death 
7- Assassins
8- Creed of the Sniper
9- Gutless Sympathizer
10- Mortally Wounded 
11- The Hammer (Motörhead cover)
12- Rapechase
13- At War
 

 

 

 

 

 

 

 



Falar do Exodus é chover no molhado, a banda é uma verdadeira instituição do Thrash Metal, sendo considerada uma das bandas criadoras do estilo. Encarregados de fechar a primeira noite do festival, o Exodus veio ao Brasil com seu lendário guitarrista Gary Holt que teve uma brecha na agenda do Slayer, banda que também faz parte desde 2013 como membro permanente após a morte de Jeff Hanneman, completam o time Steve "Zetro" Souza (vocal), Lee Altus (guitarra), Jack Gibson (baixo) e Tom Hunting (bateria).

A banda subiu ao palco com o público já nas mãos e devidamente aquecido, restando apenas fazer seu tradicional show recheado de grandes clássicos do Thrash Metal como “Bonded by Blood”, “Fabulous Disaster” e “A Lesson in Violence”, que executados de forma impecável levaram os fãs a loucura, transformando a pista do Carioca Club em um verdadeiro pandemônio com rodas insanas.

Um fato interessante a ser notado no setlist foi a inclusão das músicas “Iconoclasm” e “Deathamphetamine” dos álbuns “The Atrocity Exhibition: Exhibit A” de 2007 e “Shovel Headed Kill Machine” de 2005 respectivamente, já que ambas foram gravadas pelo vocalista Rob Dukes que possui um estilo um pouco diferente dos outros vocalistas que passaram pelo Exodus, mas foram muito bem recebidas pelo público.
 
O repertorio ainda contou com músicas do mais recente álbum “Blood In, Blood Out” de 2014 como a faixa titulo e “Body Harvest”. Mas foi em “War Is My Shepherd” que rolou um dos momentos mais especiais da noite com o baterista Tom Hunting vindo a frente do palco para cantar parabéns ao baixista Jack Gibson, aniversariante da noite.

As clássicas “The Toxic Waltz” e “Strike of the Beast” foram mais alguns dos destaques antes da banda mal se despedir ou esperar as cortinas do palco se fecharem para mandarem o tradicional bis com mais dois clássicos eternos, “Metal Command” e “Piranha”, fechando o show com chave de ouro e deixando os fãs mais que satisfeitos.


Falando do festival de uma forma geral, a organização e o cuidado da produção em fazer um evento de forma profissional e com muita qualidade merecem ser destacados, desde o cronograma que foi divulgado dias antes e também no momento da entrada no festival com a distribuição de um belo impresso com todo o cronograma mais informações gerais das bandas, passando pelo merchandising oficial com camisetas a um preço mais que camarada de R$ 30,00 reais, o Setembro Negro mostrou mais uma vez ser um belo exemplo de que é possível se fazer um evento de Metal Extremo com qualidade e com preços justos para o público, inclusive com a edição de 2020 já sendo confirmada.  


Setlist: 

1- Bonded by Blood
2- Blood In, Blood Out
3- And Then There Were None
4- Iconoclasm
5- Fabulous Disaster
6- Body Harvest
7- Deathamphetamine
8- Blacklist
9- A Lesson in Violence
10- War Is My Shepherd
11- The Toxic Waltz
12- Strike of the Beast
Encore:
13- Metal Command
14- Piranha
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



André BG

Atual Editor Chefe

Apenas um cara que curte futebol, mulher e Rock 'n' Roll, bebe cerveja e torce para o Palmeiras!

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