Rodrigo Garcia celebra 30 anos de carreira com o álbum solo "Singular"

O músico Rodrigo Garcia - Fotos: Bruno Maluf (@brunomaluf)
Rodrigo Garcia, guitarrista, maestro e multi-instrumentista mineiro, comemora 30 anos de carreira com "Singular", seu primeiro álbum solo. Totalmente composto, cantado, arranjado e gravado por ele em Belo Horizonte, o disco reúne oito faixas inéditas que misturam rock clássico, progressivo e música erudita, destacando guitarras expressivas, cello, sintetizadores e arranjos elaborados.
Com forte influência britânica — especialmente dos Beatles e do rock progressivo — o álbum que foi construído durante a pandemia transita entre intensidade e delicadeza, tratando de solidão, amadurecimento, autoconhecimento e superação. Faixas como Is This?, Adeus e Lonely Song trazem mais energia, enquanto Instante em Luz, A Billion Times Before e About You revelam um lado mais leve. A abertura, Cloudy Day, ganhou videoclipe de estética surrealista.
Formado pela UFMG, Rodrigo integra a Orquestra Mineira de Rock, a banda Cartoon, a Orquestra Ouro Preto e o Rockin' Strings, além de reger a Fractal Orchestra e a Orquestra de Câmara Sesc. Sua trajetória, sempre entre o erudito e o rock, encontra em "Singular" sua expressão mais pessoal. O álbum já está disponível em todas as plataformas.
O Alquimia Rock Club conversou com Rodrigo sobre o disco e sua trajetória:
Liberdade artística
Alquimia Rock Club: Você diz que Singular é o álbum que sempre quis fazer, com total liberdade criativa. Em que momentos da sua carreira essa liberdade não existiu — e o que finalmente permitiu que ela acontecesse agora?
Rodrigo Garcia: "Eu trabalhei com muita gente e todos os trabalhos foram sempre muito prazerosos, que eu me lembre. Mas, nem sempre tinha direção artística ou sempre tinha de negociar com mais pessoas. Nesse disco me vi sozinho, completamente sozinho, na sala do meu estúdio pensando... 'ok, agora é você conversando com você' (risos). Em alguns momentos é assustador, mas também libertador."
Equilibrando técnica e emoção
Alquimia Rock Club: Você transita entre universos muito distintos: rock, erudito, progressivo, trilhas e regência. Como equilibrar essa bagagem sem tornar o disco excessivamente técnico, mantendo-o emocional e acessível?
Rodrigo Garcia: "Acho que foi fácil. O fio condutor era a emoção que esteve comigo enquanto escrevia a música. Nunca pensei algo mecânico, como 'aqui precisa ter um solo'. Por exemplo, em Lonely Song, era um grito de autoafirmação e isolamento, de angústia. E o solo de Is This? eu tocava com uma tensão enorme, passando pelas notas meio sem firmar algo, como alguém que se segura pra não cair."
Temas profundos e espontâneos
Alquimia Rock Club: As letras tratam de morte, autodestruição, solidão, angústia e romance. Surgiram espontaneamente ou você decidiu fazer um álbum emocionalmente denso?
Rodrigo Garcia: "Foram espontâneas. Tinha canções mais antigas que entraram no álbum e faziam sentido agora. Não pensei em criar um conjunto denso, mas foi um disco muito feito durante a pandemia, então acabou herdando essa sensação de isolamento e questionamento."
A metáfora de Cloudy Day
Alquimia Rock Club: Cloudy Day ganhou um clipe surrealista sobre 'uma pessoa desmembrada em várias outras versões de si'. Como você se vê nessa metáfora?
Rodrigo Garcia: "Eu sou muito essa metáfora. Dependendo de com quem você se relaciona, assume-se uma máscara. No clipe, elas se manifestam ainda piores, mas na música o personagem sempre tem um apoio de que amanhã vai ser melhor (risos)."
Construção artesanal
Alquimia Rock Club: Você gravou todos os instrumentos, de guitarras a percussões. Quais foram os maiores desafios técnicos e emocionais?
Rodrigo Garcia: "Manter a inspiração original foi o maior desafio, porque você faz tudo de múltiplas óticas e pode se perder. Tecnicamente, a bateria foi apavorante, nunca tinha tocado de verdade. Gravei tudo e deixei a bateria por último, editando bastante por conta da pandemia. No fim, deu certo com a ajuda do Bruno Correa na mixagem."
Influência britânica e erudita
Alquimia Rock Club: Sua formação erudita contrasta com a crueza do rock britânico. O que ainda te instiga na estética britânica depois de 30 anos?
Rodrigo Garcia: "Não acho que contrasta. Música erudita é muito rica e vejo características similares às do rock. Ouço Mahler, Shostakovich, Beethoven e reconheço aquela energia. Quanto à estética britânica, comecei com Abbey Road com meu pai, e isso mudou minha vida. Depois vieram representantes do progressivo, como Genesis, Pink Floyd, Rush... e é incrível que tenha sido comercial em alguma era."
Ouça Singular: https://open.spotify.com/intl-pt/album/2zr7EjByW0jiHBtsX9crAa?si=55J_hpclTLSc6jyDx8zaiw&nd=1&dlsi=bcbbe081389647bc
Assista Cloudy Day: https://www.youtube.com/watch?v=BOROhGAEWi0&list=RDBOROhGAEWi0&start_radio=1
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