Claustrofobia - 2009 - I See Red
E lá se vão dez anos desde que o Claustrofobia lançou seu primeiro álbum. Pois é os caras já estão soltando seu quarto álbum, I See Red, que chega com a dura missão de superar seu antecessor (Fulminant), que rendeu ótimos frutos para a banda, inclusive sua primeira turnê pela Europa. E ao ouvir I See Red pela primeira vez, já da para ter certeza que este novo petardo não só supera seu antecessor, como já pode ser considerado sem exagero algum, um dos melhores lançamentos do estilo neste ano (conseqüentemente o melhor de sua carreira), que vem para confirmar a Claustrofobia como uma das melhores bandas de Thrash Metal do Brasil - e por que não do mundo? O cd começa com Dicharge, uma paulada seguida por War Stomp, com seu refrão grudento e Minefield, que já mostram uma banda mais madura, mas não menos brutal. E é impressionante notar como eles conseguiram compor musicas mais complexas, mas ao mesmo tempo muito mais brutais, que em certos momentos beiram o Death Metal, como nas faixas Alarm, que tem uma pequena introdução ao violão e Raining Shit, que se encerra também com um som de violão, algo novo se tratando de Claustrofobia, sendo emendada de forma muito interessante com Don’t Kill The Future, que possui simplesmente o melhor solo de guitarra do álbum. Aliás o guitarrista Alexandre de Orio esta tocando como nunca, fazendo solos cada vez mais complexos e furiosos. Também vale destacar o desempenho de Marcus D’Angelo (vocal, guitarra) e seu irmão Caio D’Angelo (bateria), que forma uma cozinha muito precisa com Daniel Bonfogo (baixo,backing vocal). Our Blood e Natural Terrorism matém a pegada forte seguida pela faixa titulo I See Red, muito animal! E como já é de costume em todo álbum do Claustrofobia,
sempre tem que ter pelo menos uma musica com letra em português, e dessa vez não seria diferente, pois aqui temos a pedrada Tiro de Meta; os caras realmente sabem como fazer musicas com letras em português sem soarem ridículos. Subconscious in Flame é a ultima porrada, pois a faixa que encerra o cd se resume em seu próprio nome, Nóia.
O disco vem com algumas diferenças entre versões. A começar pela capa, que tem a versão nacional (esta ao lado e que está como destaque na matéria) e a versão do importado (a capa acima). O importado tem também 2 bônus: Untitled e Beneath the Remains do Sepultura, onde o Claustrofobia mostra para os gringos suas influências nacionais
Se você ainda não conhece o som do Claustrofobia esta perdendo seu tempo, e se já conhece pode comprar esse novo petardo sem receio. Metal Maloka na veia!
Atual Editor Chefe
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