Megadeth - 2009 - Endgame
Após o conturbado Risk, o Mustaine resolveu dar um tempo nas atividades do Megadeth, por motivos pessoais (inumeros problemas em sua vida, principalmente elo problema que teve em sua mão) e profissionais (como a briga judicial pelo nome da banda contra o ex-baixista Dave Ellefson). Após um tempo, quando todos menos esperavam, Mustaine lança o The System Has Failed, um disco que, mesmo em algumas faixas resgatando o Thrash que o Megadeth fazia outrora, ainda ficou aquele ar de que faltava algo. Tentando reformular a banda, o disco depois United Abominations, mostra um Megadeth mais coeso, com um erfeito balanço de peso e melodias, e resgatando tambem as letras polêmicas de Mustaine...
O porque desse resumo muito rápido desde o Risk até hoje? Por que é fundamental saber disso para sacar a evolução e os conceitos do Megadeth nesse último trabalho, Endgame.
Bem, começamos pelas músicas. O disco abre com a pancadaria de Dialectic Chaos, uma das melhores músicas instrumentais no Heavy Metal que ja ouvi! Peso e solos perfeitos abrem espaço para a já clássica This Day Whe Fight!. A partir daí, ouvimos o que sempre queríamos ouvir num disco do Megadeth: peso e melodias da mais alta qualidade! As melodiosas 44 Minutes (outra ja dada com clássica) e Bodies fazem um balanço perfeito com as thrashers 1.320 e Head Crusher (meu Deus, imagino esse som ao vivo...). As letras continuam polêmicas, como a visão futurista da Nova Ordem Mundial pelo Mustaine em Endgame. As faixas que fecham o trabalho, How the Story Ends e The Right to Go Insane, são duas das mais fodas (desculpem o palavreado) músicas que o Mustaine ja compôs, fechando um disco de uma forma magistral que a tempo não via em um álbum.
Os músicos que o acompanham? Bem, James Lomenzo finalmente achou uam banda que pode mostrar toda a sua técnica e criatividade nas linhas do baixo... alguns sons, como na ja citada Bodies, o baixo é fundamental na composição. Shawn Drover evoluiu sua técnica como nunca! E Chris Broderick... Bem, me desculpem os puristas e saudosistas do Marty Friedman, mas esse é o melhor guitarrsita que ja tocou ao lado do Mustaine. Riff, timbres e solos que beiram a perfeição! E Mustaine, bem... acho que ele já provou que é um dos melhores compositores da história do Heavy Metal. E tudo isso sobre a batuta do mago da produção Andy Sneap.
Bem... depois de tudo isso so tenho uma coisa a dizer: estamos diante de um novo clássico do Heavy Metal.
Músico formado em composição e arranjo, atualmente expande seus estudos musicais na UNIS em licenciatura. Possui DRT em Jornalismo e Produtor Cultural e trabalha na área de criação musical, com já fez trabalhos em produções artísticas, rádio e TV.