No limbo que se encontra o Velvet Revolver, sem ninguém saber para onde vai, Duff McKagan não perdeu tempo esperando o que será da banda e solta mais um de seu projeto Duff McKagan’s Loaded. Junto com Mike Squires (guitarra), Jeff Rouse (baixo) e Isaac Carpenter (bateria), Duff nos brinda com um disco que fica numa tênue linha entre o Hard Rock e o Punk, sem deixar de lado as características de produção – aqui a cargo do experiente Terry Date, que já trabalhou com nomes como Dream Theater e Pantera – de discos mais voltados à mídia de hoje.


Mesmo assim, Duff e sua banda cria uma interessante sonoridade onde conseguiu driblas as amarradas da mídia criando um som que soa ao mesmo tempo comercial e visceral; coisa que poucos conseguem. Em sons diretos, sem experimentalismos nenhum, alguns soam realmente rústicos com riffs pesados, como na abertura com Lords of Abbadon e na Executioners Song. Algumas canções foram compostas claramente para serem acessíveis á rádios e afins: Dead Skin desacelera um pouco o começo visceral do disco, We Win é extremamente melodiosa com um refrão até que marcante - não é por menos que foi escolhida pelo canal de esportes ESPN para figurar algumas vinhetas -, She’s a Anchor tem uma reminiscência do gótico dos anos oitenta. O ponto alto fica com a trinca final Cocaine, Your Name e Follow Me to Hell, onde a banda solta mais a mão, soando elas mais ruidosas e pesadas; um contraste com o resto do disco.


Duff soa mais seguro, principalmente na voz; talvez por isso o disco soe um tanto quanto largado, sem muitas preocupações composicionais, incorporando assim um pouco da alma Punk. Mas apesar de tudo, a evolução desde o primeiro trabalho é clara. Um trabalho que agradará tanto os mais ávidos para algo visceral como para os que gostam de algo mais “leve”, devido ao equilíbrio que Duff conseguiu pelas características já citadas.